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12 agosto 2024

Era uma casa para férias!

Uma casinha plantada no sopé da serra, 
Situada num lugar espetacular. 
Ali iam nas férias vindos de sua terra, 
De quem era, era um segundo lar! 

Ótimo sítio para repouso e dormida, 
Sossego era coisa que não faltava! 
Bem no meio da vegetação escondida, 
O estado das mentes tranquilizava! 

Mas um dia a casa desmoronou! 
Sabe-se lá o porquê e a razão… 
Nos donos alguma coisa mudou 
Para deixar de ser atração. 

Pertences vi nesta casa já devoluta, 
Garrafas, farrapos e outras coisas tal. 
Muita confusão, certeza absoluta! 
Evidente decadência total! 

De setenta e oito era o calendário pendurado. 
Teria sido o ano em que tudo acabou? 
Tenha sido um ou outro o ano malfadado 
A verdade é que tudo terminou!...  





















08 julho 2024

A casa do engenheiro

Esta era a casa do engenheiro! Visitei-a há uns tempos atrás e fica lá para os lados de Portugal. 
Entrei pela zona da adega e imediatamente subi ao terceiro piso pela escadaria construída em madeira. Um corredor serve de ligação a pequenas divisões, umas com teto forrado com madeira e outras sem qualquer isolamento que deixam ver o telhado. Por ali restam alguns objetos de mobiliário, destacando-se pequenas banheiras amovíveis e construídas em metal. 
Sem demora, desci para o primeiro piso e, percorrendo um longo corredor, dirigi-me para um género de alpendre coberto com bastante claridade, graças à sucessão de janelas existentes. Seguiu-se a cozinha que, para além do respetivo mobiliário e equipamento específico da sua funcionalidade, conservava ainda alguns utensílios, equipamento, fogão… E até embalagens de produtos para uso na preparação de refeições. 
Uma das portas dá ligação á sala de jantar onde metade da parede está revestida de madeira trabalhada. Aqui, um fogão em ferro fundido. Não falta a mesa, cadeiras, aparadores e cristaleira. Seria este o engenheiro? A televisão não podia faltar!... Não esquecendo o candeeiro de teto que certamente define o posicionamento central da mesa. 
Retomei o corredor e segui para outra divisão da casa. Uma espreitadela pela casa de banho… E… dois quartos! Fui para o da direita. Pequeno, tem duas camas individuais e entre elas uma mesa de cabeceira. Este outro quarto é bem mais espaçoso! Uma cama de casal em madeira. O guarda-fatos ainda tem cobertores e almofadas. Quarto com algum requinte tendo em conta as paredes e as altas portas. 
Avançando, segui para uma pequena divisão. Talvez tivesse sido um outro quarto, não sei! Cadeiras arrumadas e outras desarrumadas. Aqui, duas malas de senhora. Na porta em frente temos… mais um quarto com cama, colchão, cabeceiras e roupa espalhada… 
E a outra porta escancarada dá-nos vista para a divisão mais interessante: a sala de estar com o seu piano. Ou seria este o senhor o engenheiro? Muitas pautas de música! Agora me lembro que esqueci de experimentar o piano! Temos sofás e cadeirões e até uma cadeira de rodas por aqui anda. 
Segui para outro quarto! Um móvel com espelho que ainda conserva alguma bijuteria e livros. O mobiliário está completo! E o que temos aqui na cama? Um corpete? 
Aqui é uma pequena arrecadação com alguns utensílios, vidros, frascos... E mais um pequeno quarto com livros e documentos espalhados em cima da cama. Mais uma casa de banho! 
Voltando ao corredor… e quase a terminar, fui descendo para o piso térreo que tem algumas divisões vazias mas cuja funcionalidade seria para arrumos e adega. Cá temos as pipas e pipos… e outros artefactos. 



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