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05 fevereiro 2023

Casa 7 Fontes

Era inverno e o Covid preparava-se para invadir a Europa… 
Numa das minhas incursões solitárias por terras francófonas encontrei esta casa isolada e escondida por árvores e vegetação, não obstante ficar bem perto de uma estrada. 
Para chegar até ela foi necessário atravessar arbustos e matos completamente molhados pela chuva que caiu nos minutos anteriores. 
Aparentando ter sido uma casa de campo, com dois pisos, o destaque vai para a sala de estar que também funcionava com sala de refeições, uma vez que a cozinha não comportava uma cadeira que fosse. 
Ali, na sala, havia certamente lugar para uns e para mais alguns que chegassem depois. Uma banca corrida forma um “L” ao longo de duas paredes e disponibiliza assentos com fartura, pelo menos para uma equipa de futebol. E se fizer frio, lá está a lareira para aquecer! 
No exterior e anexo à casa, existe um alpendre onde, para além de alguns utensílios agrícolas, se observa um forno, cadeiras, bancos e uma velha bicicleta. 
Os seus proprietários (ou moradores) deveriam ter um gosto especial por bambu, o qual que atravessaria todas as idades, pois não passou despercebido o berço de bébé ou a cadeira de embalar para algumas sestas. 
Foram embora e nem sequer tiveram tempo para lavar pratos, talheres e frigideiras que se acumulam sobre o lava-louça! Se calhar deixaram-se dormir sobre a cadeira de bambu… 
Não encontrei nenhuma das sete fontes… Mas é provável que existam, mais próximas ou mais distantes!  


VÍDEO















































11 janeiro 2023

A casa da água-furtada

Era uma casa com uma água-furtada! O tempo fez o favor de furtar… a água-furtada. 
Agora mais não é que uma água-furtada a céu aberto mais parecendo um terraço ao mesmo tempo que funciona como porta aberta para a degradação, com a entrada de vento, chuva e humidade e que se espalha pelas restantes divisões da casa. 
É daquelas casas que pouco interessa a muita gente: já não há nada para roubar pelos ladrões, nada para vandalizar pelos vândalos, e também sem interesse para muitos dos exploradores urbanos porque, numa bela composição, supostamente faz falta nos registos fotográficos o recheio que ali já não existe. 
Sem menosprezar qualquer lugar, mais ou menos composto ou recheado, é nestes lugares que se encontra a essência da decadência.