O Palácio do Rei do Lixo é um lugar clássico no que respeita á exploração urbana e, por isso, motivo de peregrinações para contemplar “in loco” este enigmático edifício, não obstante ele se encontrar completamente devoluto.
Eu estive lá duas vezes para fotografar e filmar o exterior e o interior, incluindo a obtenção de imagens aéreas. Acontece que na primeira vez o voo do drone foi estranhamente atribulado porque o aparelho foi literalmente afastado para longe do perímetro da Quinta do Inferno, onde se situa o referido Palácio, e o seu voo tenha deixado de obedecer ao comando por alguns minutos. Com alguma dificuldade consegui que ele retornasse ao ponto de descolagem e ainda hoje tenho dúvidas se a força de vento foi a causa desse arrastamento.
Quanto á história sobre este palácio, ela pouco será descrita na medida em que existem muitas publicações e vídeos na internet que a narram de forma mais ou menos alongada, não deixando de referir, no entanto, que se trata de um edifício misterioso, imponente e com uma história tão curiosa quanto sombria.
Originalmente designada como Quinta de São Joaquim onde o palácio se situa, em finais do século dezanove foi comprada por um senhor que ficou famoso por controlar a recolha de lixo de Lisboa e que enriqueceu com o negócio de resíduos orgânicos.
Já nos inícios do século vinte ele mandou construir uma torre altiva, chamada Torre do Diabo, com o propósito de vigiar as suas propriedades, incluindo terrenos em Alcácer do Sal, para além controlar as barcas que transportavam o lixo vindo de Lisboa. Rebatizou a propriedade como Quinta do Inferno ao ponto de transformar uma antiga ermida em estábulo.
A verdade é que o palácio e a sua torre em tempo nenhum foram habitados, nunca passando duma construção inacabada.
Depois de diferentes fases a transitar de herdeiros para herdeiros a quinta retomou o cariz original de exploração agrícola mas o palácio permanecia intocável: inacabado.
Em 1972, a quinta foi adquirida por construtor da margem sul, visando a urbanização dos terrenos para construção dum hotel. Mas as licenças foram sempre indeferidas.
Já em 1985, um violento incêndio de origem muito estranha devorou, durante dois dias, o interior do inacabado palácio.
Até que tudo venha a desabar resta a estrutura do Palácio do Rei do Lixo com a sua Torre do Diabo donde se avista aquém e além Tejo…
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