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13 abril 2023

Urbex vinhateiro

Chegou o momento do urbex vinhateiro! 
São várias as instalações devolutas e degradadas que pertencem ou pertenciam ao Instituto da Vinha e do Vinho. Elas concentram-se sobretudo na região oeste do país, como Torres Vedras, Leiria e Santarém. 
Estas instalações, mais designadas de adegas, serviam de armazenamento e depósito dos vinhos produzidos nas respetivas zonas mas também de outras regiões do país. 
O Instituto da Vinha e do Vinho resultou da reestruturação da anterior Junta Nacional dos Vinhos criada em 1937 com a finalidade de defender os pequenos produtores vitivinícolas, regularizar o preço do vinho e melhorar a sua qualidade. 
Para esse efeito adquiriu ou construiu em vários pontos do país instalações que eram constituídas por armazéns, depósitos e destilarias, permitindo-lhe desta forma reter excedentes de vinhos e conservá-los para outros anos de fraca produção vinícola, regulando assim os seus preços. 
Embora as adegas apresentem algumas diferenças na sua arquitetura e dimensão, elas são parecidas no que se refere à existência de depósitos exteriores circulares de grande dimensão, os quais acondicionavam grandes quantidades de vinho. No interior dos edifícios principais também existiam depósitos mais pequenos. 

Fiquemo-nos com as imagens registadas numa dessas adegas visitada! 



VÍDEO 



































09 março 2023

Fábrica de papel do Boque

Desta fábrica, apenas restam ruínas e madeira carbonizada… 
Tal como muitas outras, a Fábrica de Papel do Boque, situava-se na margem do rio visando o aproveitamento da água para a sua laboração. E tal como esta, muitas outras fábricas tiveram o seu auge e o seu fim mais ou menos semelhante, pelo menos no que respeita às causas que levaram à sua desativação. 
O início da construção dos edifícios ocorreu, numa primeira fase, em 1861 e, passados sete anos, foram instaladas as primeiras máquinas. Na segunda fase, em 1879, foram ampliadas as instalações. Daí que a vasta área edificada ao longo da margem do rio Ceira, apresente variações nos traços arquitetónicos, uma vez terem sido construída em épocas diferentes. 
Já no princípio do século XX foi montada uma máquina a vapor com duas caldeiras visando a laboração contínua, sendo a primeira do género a ser instalada em Portugal. 
A actividade laboral cessou em 1986, culminando com o encerramento definitivo da fábrica. Se no início da sua laboração a fábrica apresentava forte potencial com as tecnologias utilizadas, bem superiores a outras instalações equiparadas, já nos finais as mesmas denotavam ser obsoletas e ultrapassadas, revelando uma falta de investimento que a condenou e a levou ao seu fim. 
Para além de outras causas, a intempérie invernosa de 2001 e incêndio florestal de 2017, impediram de forma definitiva as intenções do seu aproveitamento como espaço museológico que reflectisse a memória da indústria do papel. 
Só restam imagens!...