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19 outubro 2019

Chernobyl e a zona de exclusão - parte 1


Há precisamente um mês estava em Chernobyl, na zona de exclusão...

Não obstante o objectivo da viagem, este vasto lugar merece o respeito e a homenagem por todos aqueles que padeceram na sequência do catastrófico acidente bem como pelos milhares de pessoas que directa ou indirectamente sofreram de muitas e diversas formas (e continuam a sofrer). Esta consciência esteve sempre presente durante o tempo de permanência na zona de exclusão.

Foram 3 dias intensamente preenchidos no registo de fotografia e video em mais de três dezenas de lugares. Pripyat, Chernobyl, zona da central nuclear, centro de comunicações (Chernobyl 2) e pequenas vilas mais próximas ou afastadas, são as zonas que integram os locais visitados.

E porque é muita a quantidade de fotos e videos obtidos, decidi fazer uma primeira publicação com metade dos locais visitados (uma foto por cada lugar). Na próxima publicação será partilhada a outra parte.

Outras publicações de fotos e vídeos se seguirão, sendo dedicadas em específico a um determinado local.





















06 outubro 2019

O pavilhão do atleta

Através de janelas com vidros partidos ou do telhado esburacado, os pombos lá encontraram forma de invadir o interior do pavilhão do atleta, um espaço polivalente onde predominavam as actividades desportivas.
Nunca pensei no motivo que leva os pombos a refugiarem-se nestes lugares mas presumo que o seu "stress" citadino justifique a necessidade de isolamento num sítio em que ninguém os incomode. E nada melhor que um lugar sem ninguém!
Eles entram e poisam sobre a estrutura metálica que suporta a cobertura do pavilhão. Dali lançam os seus dejectos que caiem no rectângulo de jogo, formando-se um piso de bosta que forra por completo o ringue onde outrora se praticaram várias modalidades desportivas.
Os pombos são elementos activos nos actos de deterioração dos espaços mas se eles entram nos lugares é porque encontram uma via aberta para tal. No entanto, pior que os pombos são os que entram a seguir...
Existem sempre razões que explicam o facto de lugares e coisas entrarem num estado de devolutez ou de descontinuação. No caso deste pavilhão, a sua grandeza de espaço à época da sua construção transformou-se em evidente pequenez e falta de condições após umas décadas de anos. A construção de novos espaços com novas dimensões e maior polivalência vitimizou-o, pois embora tivesse funções equivalentes, tornou-se reduzido em termos de espaço e acondicionamento.
O que era grande agora é pequeno... Daí até serem considerados inúteis é um passo! Até se saber o que fazer com eles é tempo mais que suficiente para fazer evoluir o processo de decadência e de deterioração.
As fotos registam o estado do pavilhão do atleta num dos muitos e longos dias daquele processo contínuo de deterioração. Poucos anos depois esse processo foi interrompido com a recuperação do imóvel e do espaço. 
Muitas vezes é assim: a decadência germina a requalificação.






























29 agosto 2019

Retretes, lavabos e similares

De muitas formas e feitios, ele são sanitas, lavatórios, bidés, autoclismos, banheiras e outras loiças que tal.
Casas de banho, retretes ou lavabos são espaços comumente existentes na maioria de instalações de habitação, fábricas, pavilhões, etc.
Umas bem conservadas e outras bem destruídas, apresentam-se aos olhos dos exploradores de maneira diferente: uns desprezam por completo estas divisões que outrora atenderam as necessidades fisiológicas dos seus frequentadores; outros consideram-nas como parte de um conjunto que não deve ser substimado em favor de salas, quartos ou cozinhas.
Particularmente e desde que ache adequado o seu enquadramento, não desvalorizo este tipo de divisões que, numa óptica de urbex ou de fotografia, são tão interessantes como outra divisão qualquer.
As 20 imagens apresentadas de seguida são uma pequena amostra das centenas de casas de banho, retretes e lavabos já fotografadas. E continuarão a ser objecto de registo onde elas existirem.

Assim encontradas, assim fotografadas, assim deixadas!...