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07 setembro 2021

Exposição "Perdidos no Tempo" - As fotografias

AGRADECIMENTOS

Entre 31 de Julho e 29 de Agosto do corrente ano esteve patente em Loriga, na Sede da Fundação Cardoso de Moura, a exposição de fotografia “Perdidos no Tempo”, com trabalhos da minha autoria. Agradeço a todas as pessoas que a visitaram e àquelas que deixaram palavras de incentivo e de congratulação no livro de honra. 
A concretização desta minha primeira exposição individual foi possível graças à Fundação Cardoso de Moura, pela imediata adesão e disponibilidade face à proposta que sugeri assim como por todo o apoio despendido durante a preparação e o período em que o evento decorreu. Por tais factos, dirigo o meu agradecimento aos membros dos orgãos sociais da Fundação, em especial ao José Romano e Rodrigo Amaro. Também o meu obrigado para outras pessoas que, de alguma forma, colaboraram antes, durante e depois da realização do evento. 
Cabe-me ainda salientar a minha gratidão às entidades presentes na inauguração da exposição: Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Seia, Presidente do Conselho de Administração e demais membros dos orgãos sociais da Fundação Cardoso de Moura, Pároco de Loriga, Juiz da Irmandade das Almas e do Santissímo Sacramento, Presidente da Direcção da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense e Presidente da Direcção da Confraria da Broa e Bolo Negro de Loriga. 
Para aqueles que não tiveram oportunidade de visitar a exposição apresento aqui os trabalhos fotográficos que fizeram parte do evento. 


"PERDIDOS NO TEMPO”

De máquina fotográfica em punho entro em lugares de Loriga que pertencem ao passado...

Vou registando no cartão de memória enquanto observo, em redor, espaços ou divisões que outrora tiveram a sua funcionalidade. E também me interrogo sobre as vivências e rotinas da gente que ali habitou, trabalhou ou apenas passou. Tenho como resposta uma barreira de silêncio por parte de utensílios, máquinas, móveis, artefactos e outros objectos, numa espécie de pacto concertado de recusa na revelação das histórias de vida que esta legião de inanimados testemunhou. 

O desafio que lugares e coisas nos lançam é o de reconstituir histórias com base naquilo que é observado, encontre-se ele no seu maior ou menor estado de decadência ou de esquecimento. Mas todos eles guardam memórias e histórias perdidas na distância do tempo, as quais sucumbirão no momento do desaparecimento definitivo dos sinais materiais da sua existência. 

Por muitas e diferentes razões tratam-se de lugares que ficaram adiados e suspensos na sua evolução, acabando muitas vezes por ser considerados inúteis. Até se saber o que fazer com eles é tempo mais que suficiente para se desencadear o processo de decadência. O colapso estará eminente e será acelerado.

Na angústia da sucessiva degradação e enquanto aguardam pelo seu fim ou pelo recomeço eles encontram-se  PERDIDOS NO TEMPO.


"Horas incógnitas"


"Fé inabalável"



"Abrigo arejado"



"Memórias do ofício da lã"



"Ecos do silêncio"



"De costas voltadas"



"Emissão televisiva"



"O aposento da religiosa"



"Reocupação"



"Chamada em espera!..."



"Linhas suspensas"



"Registos manuscritos"



"O peso da corrosão"



"Há óleo no túnel"



"Todos os tamanhos"



"Usar quando o frio apertar" 



"Inevitável inabitabilidade" 



"Sintonização radiofónica"



"Mutações"


23 agosto 2021

Chernobyl Exclusion Zone: Pripyat – Prometey Cinema

O cinema Prometey ou "Prometheus" era um dos locais culturais de Pripyat. 
Situava-se na rua Kurchatov, próxima do centro da cidade e bem perto do parque de diversões e da estação fluvial. O nome do cinema deve-se ao facto de, na praça em frente ao cinema, existir uma estátua de Prometeu, deus do fogo na mitologia grega. Após o acidente nuclear a estátua foi transferida para um local próximo da central nuclear a fim de ser protegida de vandalismo e assaltos. 
Em 1986, na altura do acidente, a área onde se situa foi utilizada como plataforma de aterragem dos helicópteros que prestavam apoio nas manobras de tentativa de extinção do incêndio de deflagrou na central nuclear. 
Tal como todas as outras instalações de Pripyat, este cinema encontra-se esquecido e devoluto e área limitrofe está coberta de erva e vegetação. 
A fachada principal do cinema ainda conserva um grande relevo em mosaico de vidro com motivos abstratos e intitulado como “Música”, obra do artista Ivan Lytovchenko. 
No palco do auditório, o piano de cauda vai tentanto resistir...  


VÍDEO































28 julho 2021

Perdidos no Tempo - Exposição de fotografia

De máquina fotográfica em punho entro em lugares que pertencem ao passado... 
Vou registando no cartão de memória enquanto observo, em redor, espaços ou divisões que outrora tiveram a sua funcionalidade. E também me interrogo sobre as vivências e rotinas da gente que ali habitou, trabalhou ou apenas passou. Tenho como resposta uma barreira de silêncio por parte de utensílios, máquinas, móveis, artefactos e outros objectos, numa espécie de pacto concertado de recusa na revelação das histórias de vida que esta legião de inanimados testemunhou. 
O desafio que lugares e coisas nos lançam é o de reconstituir histórias com base naquilo que é observado, encontre-se ele no seu maior ou menor estado de decadência ou de esquecimento. Mas todos eles guardam memórias e histórias perdidas na distância do tempo, as quais sucumbirão no momento do desaparecimento definitivo dos sinais materiais da sua existência. Por muitas e diferentes razões tratam-se de lugares que ficaram adiados e suspensos na sua evolução, acabando muitas vezes por ser considerados inúteis. Até se saber o que fazer com eles é tempo mais que suficiente para se desencadear o processo de decadência. O colapso estará eminente e será acelerado. 
Na angústia da sucessiva degradação e enquanto aguardam pelo seu fim ou pelo recomeço eles encontram-se PERDIDOS NO TEMPO. 


 

05 julho 2021

Chernobyl Exclusion Zone – Pripyat’s house boat

Mais conhecido por “barco casa”, este pequeno navio é o modelo debarkader D-241 que funcionava como cais flutuante transportando passageiros e mercadorias ao longo dos rios Pripyat e Dnieper. Assim, era possível navegar de Kiev a Pripyat, ligando a capital a Chernobyl e até mesmo à Bielorrússia. 
Normalmente este barco encontrava-se atracado na estação fluvial rio Marina localizada no lago artificial Yanovsky Zaton e próxima do Café Pripyat. 
Após o desastre de Chernobyl, este barco de dois andares flutuou à deriva e deslocou-se cerca de 300 metros a este da estação, acabando por ficar preso na margem do lago. 
Hoje por ali se mantém, enferrujando e afundando lentamente...  


VÍDEO