No coração duma aldeia rural, o lagar de azeite era o centro de uma das atividades mais antigas e nobres: a extração do azeite.
Aqui chegavam as azeitonas colhidas nos olivais vizinhos, transportadas em cestos ou dornas. Eram primeiro despejadas na moenda, onde a mó de pedra as triturava lentamente até formar uma pasta espessa.
Seguia-se a prensagem, antigamente feita com prensas manuais ou hidráulicas, que separavam o sumo oleoso da polpa e da água. O líquido resultante era recolhido nas bacias de decantação, onde o azeite, mais leve, subia à superfície, sendo então separado e guardado em talhas ou depósitos de ferro.
O lagar, impregnado do aroma intenso da azeitona moída, era símbolo de esforço coletivo, tradição e sustento. Cada gota de azeite representava o fruto de uma arte ancestral, passada de geração em geração.




















